Saúde/Depressão
O
que é depressão?
Depressão é uma
doença marcada por mudanças
extremas no comportamento, energia e ânimo
de uma pessoa. Não é uma doença
"de cabeça". Ela afeta tanto
a mente quanto o corpo. É bem diferente
de estar triste ou "deprê".
Sentimentos ocasionais de tristeza são
normais e podem ter inúmeras causas...
Dúvidas sobre Depressão - PsiqWeb
A depressão é uma doença
"do organismo como um todo", que
compromete o físico, o humor e, em
conseqüência, o pensamento. A Depressão
altera a maneira como a ...
Depressão
Depressão é uma palavra
freqüentemente usada para descrever nossos
sentimentos. Todos se sentem "para baixo"
de vez em quando, ou de alto astral às
vezes e ...
Depressão
Mas aqueles de nós que sofrem de depressão
têm muito mais que "tristeza",
e esses sentimentos podem durar por muito
tempo. ...
Sintomas
da Depressão
Os sintomas da depressão são
muito variados, indo desde as sensações
de tristeza, passando pelos pensamentos negativos
até as alterações da
sensação corporal como dores
e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico
é necessário um grupo de sintomas
centrais...
Tipos
de Depressão
Tipos de depressão e tratamento
para depressãoÉ sempre importante
termos em mente que os sintomas ansiosos e
físicos desaparecerão com o
tratamento da Depressão na expressiva
maioria dos casos, ...
Conheça
Melhor o Que é a Depressão Pós-Parto
A depressão pós-parto
tem as mesmas características de uma
depressão normal, ou seja, a pessoa
sente uma tristeza muito grande de caráter
prolongado, com perda de auto estima, leia
mais...
Depressão
e Depressão Pós Parto
Depressão e Depressão
Pós Parto. Resolver a depressão
ea depressão pós parto.
Tire
Duvidas Sobre Depressão
O funcionamento do teste é simples:
abaixo temos uma tabela com os principais
sintomas de depressão. Se voce sofre
PELO MENOS QUATRO DESSES SINTOMAS AO ...
Tratamento para depressão
O tratamento adequado da depressão
requer não somente a melhora dos sintomas
observados na fase aguda, mas também
a observação de quais, dos referidos
...
Como
se trata da Depressão
Como se trata a depressão? O tratamento
médico sempre se faz necessário,
sendo o tipo de tratamento relacionado à
intensidade dos problemas que a doença
...
Classificação
da depressão
Tipos de depressão. A depressão
pode ser classificada de acordo com a causa,
com a presença ... com implicações
na escolha do tratamento e no prognóstico:
...
Como
Superar a Depressão
Além de procurar um médico,
porque depressão é doença,
a fé é um elemento fundamental
no processo da cura da depressão e
muitas vezes o fator decisivo. ...
TCHAU,
TCHAU DEPRESSÃO
Por: Maria Aparecida Diniz Bressani - Psicóloga
mariab9@uol.com.br
Assumir
a própria impotência diante da
vida gera, em muitos momentos, desanimo ou
ansiedade para qualquer um, mas para quem
sofre de depressão a vida foi, é
e sempre será um fardo inútil
a ser carregado (mesmo que por muito tempo
tenha fingido para si mesma que era feliz).
Nada
tem graça e nada é suficientemente
estimulante e atrativo que a mobilize a sair
deste estado total de apatia.
Depressão
é estar muito, muito, muito triste.
É uma tristeza tão grande que
ultrapassa a própria tristeza, porque
quando ficamos apenas tristes nos recolhemos
e choramos, mas logo passa e isso pode ser
algumas horas ou alguns dias. Porém,
na depressão esses dias se transformam
em semanas, que se transformam em meses, e,
estes, em anos. E o que é pior é
que a própria vida vai sendo levada
junto com esta enxurrada de dor e tristeza
que não tem mais fim.
É
uma sensação de desilusão
com a vida, a ponto de querer morrer.
A
pessoa vai passando pela vida meio morta-viva
e o sentimento de incapacidade de mudar esta
situação, ou qualquer outra,
vai aumentando progressivamente conforme passam
os dias, os meses e os anos.
Pode
ser desencadeada por vários fatores:
perdas importantes (por exemplo: morte de
alguém muito querido, divórcio,
perda do emprego), o pós-parto; ou
o fato de estar passando por alguma situação
traumatizante (como por exemplo: roubo, seqüestro,
absorver notícias trágicas pela
TV) ou devido à doenças físicas
(por exemplo: problemas do coração,
câncer, diabetes, ou outras).
Tais
situações normalmente nos colocam
frente a frente com a consciência de
nossa pequenez e da impotência diante
da vida, e a partir deste instante, caso exista
predisposição, a pessoa pode
desencadear a doença.
Depressão
é um distúrbio do humor, que
tem característica predominante sobre
o psiquismo, levando a pessoa acometida a
sofrer um desequilíbrio nas relações
interpessoais, ou seja, a pessoa começa
a isolar-se, a olhar, sentir e perceber a
vida sempre pelo ângulo derrotista e
pessimista.
É
uma doença crônica, que tem como
principais manifestações o retraimento,
falta generalizada de interesse, desanimo,
choro constante, sensação de
inutilidade perante a vida, perda total (ou
quase) do desejo sexual (sua libido está
recolhida) e que freqüentemente manifesta
a idéia de suicídio.
A
pessoa percebe o futuro com desanimo ou ansiedade.
Portanto, passa pela vida arrastando-se com
total e absoluta desmotivação.
O alto nível de ansiedade é
gerado ao sentir-se completamente pressionado
a “ter que” agir ou resolver qualquer
situação (tomar decisões)
sem se sentir em condições para
tanto. Este fato muitas vezes, pode estar
sendo confundido com a irritabilidade.
A
depressão tira a pessoa da vida, pois
tira o prazer de viver. A palavra prazer não
faz parte do seu vocabulário, pois
não consegue perceber razão
nenhuma em sua vida para que tal sensação
esteja presente. Vai se afastando da vida
e das situações que promovam
as relações interpessoais. Não
se acha com direito de reivindicar nada de
ninguém, pois, da mesma maneira que
sente a própria vida como um fardo,
também se sente assim na vida das pessoas,
como se ocupasse um lugar na vida delas que
não fosse seu por direito. Acaba por
ser muito dura consigo mesma.
Vai
vivendo sua vida cheia de apreensões
pessimistas, onde nunca se sente dando conta,
numa visão até mesmo fatalista.
Normalmente o depressivo “pinta”
para si um quadro muito negro da vida, no
máximo cinza (dependendo do grau de
cronicidade).
O
grande fardo que carrega, na verdade, é
um só: a culpa. Culpa por existir!
Como se não tivesse direito para tal.
Por isso torna-se muita vezes cruel consigo
mesmo, sendo extremamente rígido e
intransigente, procurando “ocupar”
o menor espaço possível no mundo
e na vida das pessoas, privando-se de todo
e qualquer prazer.
Nada
de lazer, nada de receber amor ou expressão
de afeto, nada de usufruir qualquer coisa,
nada de felicidade. Embora muitas vezes perceba
o contrário; são as pessoas
que não se aproximam, são as
pessoas que não são amorosas
e por ai vai. Afinal, não sabe receber
- seja lá o que for –como se
não tivesse direito.
A
tendência, então, é cada
vez mais curtir o isolamento e a amargura,
aumentando mais e mais a sensação
de falta, pois é exatamente isto que
vive - integralmente - na vida: a falta!
Coloca-se
na autoprivação. Não
consegue ver a abundância da vida, nem
a própria capacidade de superação,
colocando-se, portanto, na condição
de abandono e privação.
Tudo
isto é fruto daquele grande fardo:
a Culpa. Sente culpa por existir, culpa por
sentir necessidades físicas e emocionais.
Às
vezes, as pessoas estão desanimadas
e magoadas, sentindo que quando tentam algo
para melhorar sua vida acontece o contrário,
sentindo que não conseguem se relacionar
harmoniosamente com as pessoas e muito menos
amorosamente. Isto pode ser depressão.
Pode estar em um grau mais ou menos intenso,
mas, muito provavelmente, é depressão.
Precisa passar por uma avaliação
e caso seja realmente depressão é
necessário tratamento profissional.
A
depressão sendo, então, orgânica,
seu tratamento se faz através de medicamentos
antidepressivos. Mas, a depressão também
é de fundo emocional, então,
o medicamento vai apenas aliviar os sintomas
físicos e suavizar os sintomas emocionais,
como a apatia diante da vida, mas não
vai resolver a causa emocional. Mas, só
a psicoterapia levaria um tempo exageradamente
extenso para tirar a pessoa da depressão,
gerando grande e desnecessário sofrimento
ao paciente. Então, é fundamental,
no caso da depressão, um tratamento
casado: medicamento + psicoterapia.
Os
remédios antidepressivos vão
agir sobre as substâncias químicas
do cérebro que estão alteradas,
normalizando-as.
A
psicoterapia vai trabalhar as “verdades”
e crenças que colocaram a pessoa na
depressão.
Existem
várias alternativas para o tratamento
da depressão atualmente, como os florais,
a acupuntura, a meditação e
as mentalizações (como as técnicas
de neurolingüistica). Jung nos oferece
a técnica de mentalização
que ele chamou de imaginação
criativa. São todos tratamentos que
tiram a pessoa do estado de depressão
com grande eficácia e dão a
possibilidade da pessoa se relacionar com
a vida num nível mais elevado, construtivo
e de confiança, revendo sua auto-imagem
e os significados que dá para a vida
e as situações em que vive,
resgatando a fé, a esperança
e uma perspectiva positiva de futuro para
si e para sua vida.
Então,
dependendo do caso, a pessoa em depressão,
pode se utilizar, juntamente com a psicoterapia,
estes outros tratamentos e não, necessariamente,
medicamento antidepressivo.
Todos
os nosso sentimentos e problema de saúde
emocional ou físico são como
“sintomas” do nosso estado de
espírito ou de alma.
Acredito
que toda doença - física ou
emocional - seja predominantemente psicossomática.
Por que tem pessoas que desenvolvem uma doença
e não outra? E por que tem pessoas
que desenvolvem uma doença num nível
até mesmo fatal enquanto outras pessoas
que adoecem da mesma doença depois
do “susto”, curam-se, às
vezes, até rapidamente...
A
genética já nos provou que trazemos
- cada um de nós - em nossa ontogenia
- pré-disposição para
desenvolver uma ou outra doença; mas,
acredito que temos também uma pré-disposição
psicológica para desenvolver um ou
outro estilo de vida. Então, dependendo
da pré-disposição psicológica
podemos desenvolver ou não uma doença.
Caso a pré-disposição
ontogenética seja muito forte, e dependendo
da pré-disposição psicológica,
a doença pode acontecer em maior ou
menor grau. Acredito que o fator psicológico
seja predominante na vida da pessoa, tanto
para a saúde como para a doença,
física ou emocional.
A
depressão é uma doença
reconhecidamente hereditária; portanto,
se a pessoa tem principalmente pai, mãe
ou irmão que têm ou que já
tiveram depressão, é um forte
candidato a desenvolver a doença.
Então,
partindo desta idéia - da pré-disposição
psicológica - entendemos que a pessoa
que tem depressão, desenvolve a depressão
“cultivando” crenças e
um estilo de vida que a coloca nesta condição.
É
claro que tudo acontece inconscientemente,
porque ninguém, conscientemente, vai
querer viver no sofrimento em que a depressão
o coloca.
As
nossas crenças são formadas
por idéias. Para se “colocar”
nesta condição - depressão
- são “necessárias”
idéias sobre si e sobre a vida muito
negativas, duras, amargas, implacáveis
e onde impera o desamor.
Para
a cura da depressão, a psicoterapia
vai trabalhar essas idéias negativas
e autodestrutivas, resgatar a auto-estima,
recuperando o direito à vida e a um
lugar no mundo, por direito. Neste caso, e
dependendo do caso, a utilização
de tratamentos alternativos associados à
psicoterapia acelera, significativamente,
a cura.
Para
sair da depressão é preciso
fazer pequenas e muitas coisas, mas tem que
ser de forma determinada. A pessoa precisa
estar determinada a se auto-ajudar.
Viver
e se desenvolver como pessoa e ser humano
dá trabalho, mas não precisa
ser com sofrimento e dor, muito pelo contrário;
a vida pode ser leve e prazerosa, é
preciso, apenas, olhar com outros olhos a
paisagem que se nos descortina. Podemos pintar
a nossa vida com cores escuras ou claras,
nós escolhemos. Precisamos sempre apostar
na Vida - a Vida é bela! É preciso
aprender a se auto-elogiar; elogiar uma comida
saborosa que se fez ou um trabalho bem sucedido
- mesmo que seja uma coisa simples - foi você
quem fez!
MARIA
APARECIDA DINIZ BRESSANI
Psicolóloga e psicoterapeuta junguianamariab9@uol.com.br
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